Qual a diferença do que viveu Geraldo Vandré e seus irmãos na era da "ditadura"? Mortes, toruras, censuras?
O que vivemos hoje? Por que paramos, por que achamos que podemos morrer e viver sem causa, sem porquê?
Continuamos sendo "todos iguais", temos a "história na nossa mão"?
Que lições aprendemos e temos deixado para a próxima geração?
Lição do medo, da alienada aceitação, do fim da luta, do fim da linha?
Do início do terror urbano, do início da ditadura psicológica?
Não caminhamos mais por que estamos parados, caídos, e não cantamos mais, por que nossa voz emudeceu-se, novas músicas nada dizem, nosso corpos envelheceram-se, assim como nossas almas, nossas atitudes, nossos sonhos...
Nossa ditadura é a do ideal, ideal de mulher, de jovens, de família, de sexo, de música, de alienação.
Somos fruto da falta de vigor, não de uma geração cujo ideal de vida e libertação ficou pra história, história escrita nos livos e não no presente.
Em domingo 18 março 2007 10:16
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