quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Hoje, quinta 02 agosto 2007 15:50


Alguns amigos que acompanham meu blog me perguntaram o por quê da minha ausência, passei um tempão sem postar nada, apenas um vídeo. Bom, passei por uma fase bastante inspiradora... Passamos por diferentes fases né... Acreditar na vida, nas pessoas é muito bom, mas devemos ter cuidado. Nossa aparente "estabilidade" pode nos trazer diferentes problemas, um dos mais difíceis é quando perdemos referência do nosso potencial e passamos a achar que temos feito, produzido muito. Por acharmos que estamos contribuindo, fazendo muito bem o nosso papel, perdemos a oportunidade de perceber muitas coisas. Estou falando com pessoas que têm o mesmo sentimento que eu, que se preocupa em fazer o melhor, não achando que é o melhor, claro, mas que tem compromisso com o que faz, seja o que for! Sei que muitos não se enquadram nisso... Mas, não é defeito dedicar-se, não é isso, quero dizer, que quando tudo vai bem, quando você vê seu mundo, seu espaço funcionando bem, você fica frágil, exposto. Você pensa, sente que está contribuindo e que é importante para determinada tarefa ou grupo ir bem. Pessoas se aproximam de você e se você está disponível a ajudar, no momento que se sente pronto pra isso, você acaba vendo no outro toda a vontade que você mesmo dispõe e não o que de fato o outro sente. Mas a vida... Aquela que não deixa brechas... Te mostra, apenas para os que querem ver, que fique bem claro, que tuuuuudo isso gera "equilíbrio", gera uma rotina que paraliza a dinâmica da prórpia vida que é, por natureza, dinâmica. Sabemos que o caos, no seu conceito físico, natural, é o que impulsiona a vida a seguir, a procurar novos caminhos, foi assim que evoluímos como espécie e hoje estamos aqui. Portanto é a desordem que gera renovação na sua constante procura pelo "equilíbrio", no seu conceito físico, dinâminco... Sem essa busca, a vida pára, nada acontece e não renovamos, não crescemos mais. Deixamos de conhecer coisas novas, de ver nas entrelinhas, de sentir algo muito sensível que poucos sentem, de ter brilho nos olhos. Então a vida nos coloca cara-a-cara com a nossa prórpia vida... Rs... Pois é, e tudo acontece ao mesmo tempo e você passa a ver, de forma difícil, dolorida, porque nada novo, nenhuma mudança, vem calma e serena, vem para mudar, oras! Nesse momento você percebe que tem mais a aprender que ensinar e as pessoas, as situaçãoes vividas te ensinam muito, sem que você espere, de onde menos se espera. Você sofre e se sente inútil, se sente tão pequeno que tem de reconhecer que precisa caminhar em novos rumos para que possa aprender e se tornar uma pessoa melhor. A vida quando fala com você, fala por que te julga especial, para muitos ela se cala, mesmo que o sangue nesses corpos continue circulando... Naquele momento que você se sente menor que a prórpia imagem, surgem na sua frente pessoas e situaçãoes que te ajudam a crescer e a ver, com muito mais nitidez, como você é. São como luzes que permitem refletir sua imagem sem distorções e isso é raro! Nossos olhos nos permitem ver aquilo que nosso cérebro permite! Mas essas pessoas e situações nos trazem uma mágica vital que desfaz qualquer equívoco. Porém, perceba que nem sempre essas pessoas e situações nos trazem bons sentimentos, felicidade. Elas às vezes são muito duras, implacáveis! Mas, no final, você se vê mais forte que nunca e que você nunca soube o que era ser feliz, nunca soube valorizar o que realmete tem valor, perdeu tempo com o que não devia e deixou de lado o que realmente merecia seu tempo, que você não precisa provar nada a ninguém, provar a si mesmo já é o bastante e que é amamdo e compreendido mais do que imaginava. Quero aqui agradecer às pessoas que nas difíceis situações que vivi me ensinaram e têm me ensinado muito e à vida que acreditou em mim e tem me permitido vislumbrar o objetivo da própria vida, aprender mais que ensinar!

A tela é "Viajante contemplando um mar de nuvens(1818), de Caspar David Friedrich (1774-1840), Hambourg Kunsthalle."

0 comentários: